Toda semana, sou questionado sobre se está na hora ou não de fazer a prótese. Depois de anos de sofrimento com dor no joelho, uso de medicamentos, muita fisioterapia e infiltrações.

A resposta a esta pergunta não é fácil, nem simples, um dos pontos que levo em consideração em indicar a cirurgia, ou não. É a piora da qualidade de vida. Evitar de ir a certos lugares, dificuldade de sentar no sofá, recusar convites de passeios, viagens, Etc. 

São sinais  que o paciente está se limitando cada vez mais na “segurança” de seu ambiente, pode até  parecer um bom sinal, mas na verdade não é, outro sinal, é o aumento do uso de medicamentos: analgésicos e anti-inflamatórios. Chegar aos 80, 90 anos já não é novidade, e nos próximos anos chegaremos aos 100 anos,com a cabeça e o corpo bons. Ter mobilidade é uma das características mais importantes que devemos manter na velhice.

As próteses de joelho e quadril são uma maneira de tratar estas dificuldades e limitações, atualmente elas já duram mais de 15 anos, e após isso podemos trocá-las se necessário.

O paciente deve ser avaliado com cuidado, individualizando cada caso, entendendo a gravidade da sua doença e pensando em todas as opções de tratamento.